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Humanização - As cores do transplante (23/10/08)
O projeto "As cores do transplante" elaborado pela Associação dos Pacientes Transplantados da UNIFESP e a colaboração do Dr. Reginaldo (responsável pela captação de órgãos), tem por objetivo mostrar à sociedade, como um todo, o que representa para uma pessoa, que necessite de um órgão doado, voltar a ter uma boa qualidade de vida.
Quando temos o nosso sistema fisiológico em perfeita harmonia, com os órgãos funcionando adequadamente, nos favorecendo uma vida despreocupada não temos a mínima idéia do que é viver em função de uma doença, que nos limita a existência, e nem os esforços, inúmeros, que se faz necessário para superar as dificuldades até alcançar a solução, nem sempre definitiva, da doença que poderá nos acometer.
A Associação dos Pacientes Transplantados da UNIFESP existe para favorecer os inúmeros pacientes que, por várias razões, perderam a função renal, proporcionando-lhes um acolhimento digno, para que possam após o transplante darem continuidade à vida e reconquistar o seu espaço dentro da sociedade.
O paciente crônico renal tem uma longa caminhada até chegar o momento de realizar o transplante, seja este de doador vivo ou doador falecido.
Após o transplante, uma nova vida ressurge restabelecendo a esperança, outrora debilitada; a fé, a auto-estima, enfim a própria vida renovada.
O projeto "As cores do transplante", vem demonstrar esse quadro, na vida de inúmeras pessoas.
Os pacientes demonstraram, através da pintura, como era a sua vida antes do transplante e como esta sua vida após o mesmo.
Ficamos emocionados com os relatos dos pacientes que conseguiram, com a arte de pintar, traduzir suas tristezas e dificuldades com beleza e sentimento.
Como exemplo de vitória, temos a historia do Sr. Claudionor da Hora, sessenta anos de idade, que como tantos outros pacientes, teve seu momento de angústia e sofrimento. Passou por várias etapas, da sua vida social, lutando para alcançar o objetivo final, ou seja, a reconquista de sua dignidade:
"Eu tive, durante o período de hemodiálise, momentos de verdadeira aproximação com Deus e tinha o sonho de ver netos formados, em curso superior, ajudando a família porque foram criados sob a benção de Deus, com respeito e, hoje, são os netos que sonhei.
Nós, a minha mulher e eu, fazemos parte de um amor onde continuamos a estruturar a nossa família.
O transplante me deu a esperança de ver o meu sonho realizado.
Sou nordestino, vim para São Paulo trabalhar, recém-casado, sendo o filho mais velho, que trouxe toda a família para cá, da Bahia.
Quando fui acometido da insuficiência renal, presenciei toda a família abalada, já que eu era o pilar de sustentação da mesma. A dúvida, não poderia dar lugar ao fracasso. Minha irmã doou o rim e, hoje, estamos todos felizes. Ela formou-se em direito e exerce a função de advogada. Meus netos são maravilhosos, minha esposa é muito importante para mim, foi quem esteve todo o tempo ao meu lado.
Hoje sou feliz e aguardo a vinda dos bisnetos."
Foram relatos como este, que possibilitou a execução do projeto "As Cores do Transplante" e a exposição dos quadros elaborados pelos pacientes, acolhidos na ATX.
- Exposição na Paróquia São Francisco - de 12 a 15 de setembro/08.
- Exposição no MUBE ( Museu Brasileiro da Escultura ) – de 26 a 30 de setembro/08.
- Espaço da Finepapers – agendado para novembro/08
A ATX, mais uma vez, cumpre os objetivos dentro do Projeto de Humanização do Hospital do Rim, levando ao público o pensamento dos pacientes através da pintura.
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